Bento e a medalha

Bento e a medalha – Capítulo 7: O dragão

Na madrugada do dia anterior, padre Carlos perdera o sono, algo que não era tão comum para ele. Então levantou-se e foi rezar. Sua mãe, durante a sua infância, havia o ensinado a fazer isso caso perdesse o sono. Acendeu uma vela e pôs-se de joelhos diante do seu altar.

Enquanto rezava, após alguns minutos, a vela, inexplicavelmente, se apagou. Padre Carlos, abriu seus olhos e não viu nada de incomum. A janela estava fechada por conta do frio, mas, mesmo assim, levantou-se em meio àquela escuridão para verificar.

Ao afastar a cortina e olhar pela janela de vidro, teve uma visão… Um garoto andava em um local totalmente escuro, parecia andar sem rumo. Era estranho como o padre conseguia enxergá-lo, era como se o visse na rua que ficava à frente de sua janela. Continuou olhando até que, de repente, enxergou também algo assustador, um enorme dragão que se aproximava do garoto. Naquele momento, sentiu seu coração bater mais forte.

O padre parecia não conseguir se mover para ajudar e nem mesmo conseguia gritar. Era algo sem explicação, não sabia o que fazer, só conseguia ver aquele dragão se aproximar cada vez mais. Então começou a rezar pela salvação do garoto e, quase que no mesmo instante, viu o garoto  começar a rezar também, de alguma forma sua oração alcançava o garoto. Então o padre começou a rezar com mais fervor.

De repente, quando aquele dragão ia atacar o garoto, surgiram anjos do céu. Um deles carregava uma medalha e lançou-a do alto. Quando a medalha tocou o chão, ela começou a brilhar, foi quando o garoto a viu e começou a correr em direção dela. Enquanto isso, os outros anjos lutavam contra aquele dragão. Eles exalavam uma grandiosa luz e, com a força divina que carregavam, o derrotaram.

Padre Carlos, mesmo impressionado com tudo aquilo, sentiu-se aliviado por aquela legião vinda do céu ter protegido o garoto. A impressão era de que o garoto não tinha visto nada daquilo que se passava atrás dele. Mas, quando ele tocou naquela medalha, padre Carlos teve a sensação de ter acordado de um sonho, mas estava ali, de pé, em frente a sua janela, olhando uma rua deserta na madrugada. Voltou para sua cama e, por mais que aquela visão o deixasse confuso, conseguiu dormir em poucos minutos.

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