Um violino, um cachorro e um diário

Um violino, um cachorro e um diário

Às vezes, não é preciso de muito para se criar uma história. Às vezes, não é preciso fechar os olhos e imaginar, basta apenas olhar ao redor e ver tudo o que se tem diante dos olhos. Um violino, um cachorro e um diário… este, quase sempre, é o meu cenário e, através dele, que surgem incríveis histórias.

Eles me observam, talvez mais do que eu os observo. Sentem tudo o que eu trago do mundo lá fora todos os dias. Vejo que eles me esperam para sentir as aventuras que tive para tê-las também. Muitas vezes, eu preciso deles lá fora e os levo comigo… e a aventura se engrandece, meu cenário começa a ter mais cores. Sim, eles conseguem sentir, através de uma melodia desafinada ou sendo carregado pelas minhas mãos, através de um pouco de carinho ou de uma corrida na rua e até mesmo dentro da minha mochila ou aberto em uma mesa qualquer.

Eu ainda não consigo fazer com que as pessoas vejam as estrelas brilharem através da simples melodia que faço surgir através de um violino, mas eu as vejo… elas brilham e, muitas vezes, me fazem ver a luz que nos envolve. E, sinceramente, essa luz já me basta. É através dela que percebo o mundo girar enquanto fecho os olhos, é através dela que começo a ouvir o som que ecoa no meu coração.

Já contei sobre o meu melhor amigo? Na verdade, todos os dias, eu o chamo de amigão. Confesso que às vezes gosto de chamá-lo de boneco de neve, por conta do seu pelo branco… ele acha engraçado e parece gostar tanto. Às vezes, ele me olha nos olhos e me faz sentir especial… e, naquele momento, era tudo o que eu precisava sentir. Ele me esvazia do cansaço e de qualquer angústia que carrego. O tempo passa e ele vai se esquecendo dos dias difíceis, mas nunca se esquece do amor que o torna tão incrível. Talvez ele não entenda tudo isso… Sim, ele entende!

Escrevo o que vejo… realmente, eu escrevo. A maioria das minhas histórias estão escritas em um pedaço de papel, até mesmo aquelas em que nunca vivi… mas quero viver. É impressionante como um simples diário pode guardar parte dos meus sonhos e torná-los reais. Ele define o tempo em que eu vivo, o tempo de papel. Ele também guarda os meus sorrisos, as minhas esperanças, as minhas dores e até as minhas lágrimas… algumas páginas estão marcadas por elas, mas hoje estão marcadas por um grande sentimento. Meu coração se alegra com cada história que ele guarda em segredo e, principalmente, com o verdadeiro criador delas.

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